Quatro pessoas mortas e três policiais feridos, entre eles, um militar do Bope.
Este é o balanço da operação que a polícia militar concluiu no Complexo do Alemão, na zona oeste do Rio, nesta última terça-feira, 25, especificamente na região da Nova Brasília, para a instalação de uma cabine blindada da polícia militar, uma localidade conhecida por moradores e policiais por ser uma região ainda de domínio do tráfico e onde intensos tiroteios já ocorreram.
O objetivo da cabine é proteger os militares na comunidade, que desde de 2010 recebeu uma unidade de polícia pacificadora, mas não os livra de trocas de tiros durante a chegada e saída das esquipes até a torre. E ainda, os moradores continuarão a ficar na linha de tiro.
A política de segurança das UPPs há muito tempo vem sendo questionada. Quando será que o estado irá recuar e aceitar que o projeto não deu certo? Declarações do subcoordenador de Polícia Pacificadora, tenente-coronel Marcos Borges, numa audiência pública, nesta terça-feira, indignaram as pessoas presentes por deixar evidente que as invasões de policiais militares às casas dos moradores constavam de uma estratégia e foram planejadas pelo comando da UPP. Moradores foram às ruas protestar.
Até que ponto a ação da polícia é legítima? Até que ponto as UPPs funcionam e protegem? Até quando policiais e moradores vão perder a vida nesse beco sem saída?
Mesmo com as unidade pacificadoras instaladas nas favelas do Rio, o domínio de traficantes de drogas ainda é uma realidade. As fronteiras do país por onde as drogas chegam, e lá é o lugar onde o trabalho efetivamente deveria estar sendo realizado, está aberta à todos os países da América do Sul. A principal rota da droga que sai da Bolívia, Colômbia e do Peru com destino à Europa, passando pelo oeste da África, é o Brasil. Outro ponto frágil são os rios de fronteira, por onde a droga entra livremente, cruza o oceano em barcos e contêineres, e chega até os consumidores europeus.
O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína no mundo e, muito provavelmente, o maior consumidor de produtos que têm a cocaína como base, como o crack. É o que diz o relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre as estratégias internacionais de controle do tráfico.
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| Foto: Jornal Extra |
Mas os narcotraficantes não estão só envolvidos com a venda de produtos ilícitos, mais também com roubos de carros, bancos, caixas eletrônicos, tráfico de armas, crianças, órgãos humanos, prostituição, pornografia infantil, sequestros, lavagem de dinheiro, financiamento de campanhas políticas, etc. E o reflexo está no nosso dia-a-dia. Os quartéis desses narcotraficantes são as favelas e periferias do estado.
Enquanto isso vidas vão se perdendo. Pessoas estão morrendo. Moradores, policiais, criminosos. É guerra urbana. A polícia enxuga gelo. Famílias choram. O medo assola. A violência vence.
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